- Foi um susto enorme. Eu estava caminhando com meu cãozinho na Avenida Marquês de São Vicente, na Gávea, perto do Instituto Moreira Salles, quando, do nada, senti um baque na minha cabeça. Olhei para o chão, vi um bicho. Coloquei a mão na minha cabeça e senti os espinhos. A dor era enorme - lembra Sandra.
Depois, ela pegou seu animal de estimação e foi para casa.
Sandra diz que, na unidade de saúde, todos ficaram impressionados com o que havia acontecido com ela.
- Eu ainda estava meio desorientada. Fui atendida por cirurgião do plantão, que tirou os espinhos do meu couro cabeludo com uma pinça. Tudo sem anestesia. Eu e o médico paramos de contar a quantidade de espinhos quando chegamos em 150. Foram cerca de 200.
Depois de atendida, ela foi liberada e voltou para casa. Ela, agora, está tomando medicamentos, como antibióticos e antialégicos, para acelerar a cicatrização dos furos em seu couro cabeludo e evitar que esses infeccionem.
- Eu sou uma mulher forte, se fosse um idoso ou uma criança, matava. Eu também me preocupo com os animais. Já haviam me contado que havia um casal de porcos-espinhos pela região, mas, até então, nunca o tinha visto.
Por ser uma região muito arborizada, a Gávea costuma ter animais silvestres, como pequenos micos e gambás, passeando por sua vegetação.
De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde do Rio, que confirmou o caso, nos incidentes com ferimentos causados por esses animais, a orientação é que o paciente procure uma unidade de atendimento para ser medicado.
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