Ana Lívia chegou ao mundo sem fazer nenhum alarde. A mãe dela,
a gerente de sorveteria Raiane Pereira Moraes, 21 anos, que mora em
Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, só descobriu que estava
grávida na hora de dar à luz.
A jovem
passou mal em casa e foi socorrida pelo marido e por uma amiga, a
cabeleireira e estudante de psicologia Ananda Lucia De Veza, 20 anos,
que foi quem fez o parto.
Raiane conta que sentia fortes dores abdominais e pensou
que se tratava de cólicas menstruais. Por conta do mal-estar, ela
resolveu se deitar para descansar, e foi quando tudo aconteceu. “Foi uma
surpresa. Já tenho uma filha
de seis anos, a Ana Beatriz, e sempre dizia que teria só ela”, diz
Raiane. As cólicas, na verdade, eram as contrações do trabalho de parto.
“Quando percebi o que estava acontecendo, entrei em desespero,
mas não pensei duas vezes: lavei as mãos e corri para o quarto para
ajudá-la. Agi de forma instintiva”, relembra Ananda, que diz ter medo de
ver sangue e que nunca havia presenciado um parto até então.
Uma equipe
do Serviço Móvel de Urgência e Emergência (Samu) foi acionada e ao
chegar à casa da família, no bairro Maestro Júlio Ferrari, concluiu o
procedimento e cortou o cordão umbilical da recém-nascida. “Enquanto a
gente esperava eu fiquei com a Ana Lívia no colo. Foi um parto tranquilo
e ela até chorou. Aí eu chorei também (risos). Foi muito emocionante”,
conta a cabeleireira. Assim que os socorristas chegaram, Ananda
aproveitou para fazer fotos do que considera como sendo um “momento
único” que viveu.
Mãe e filha foram levadas à Maternidade Nossa Senhora da Piedade,
em Lençóis Paulista, de onde receberam alta médica na tarde deste
sábado. Ana Lívia nasceu na última quinta-feira pesando 3,354 kg e com
50 centímetros. “Ela tem a saúde perfeita. Parece uma bonequinha”, diz
Ananda, que sugeriu o nome Ana Lívia para a recém-nascida e recebeu o
convite para ser madrinha da menina. “Somos amigas há 10 anos e eu não
via a Raiane há uns quatro meses. Foi coisa de Deus eu ter ido na casa
dela nesse dia.”
Sem o enxoval para a bebê, assim que chegou da maternidade Raiane
descobriu que já havia ganhado inúmeros presentes de familiares, amigos
e vizinhos. “Ganhei até o berço e o carrinho. Como não esperava, eu não
tinha nada.”
Sem sintomas
Em entrevista ao Terra, Raiane explicou os motivos que a fizeram
não desconfiar da gestação. Ela diz não ter sentido enjoos – sintoma
clássico da gravidez - e que menstruou durante todo o período. “Eu até
tomei anticoncepcional durante todo esse tempo. Fazia o ciclo de 21
dias. Sei que acontecer isso é raro, mas pode acontecer. É melhor que
tenha sido uma criança do que uma doença”, disse.
“Ela sempre usou roupas largas e sempre foi ‘gordinha’, por isso
acredito que não tenha percebido. Também não tinha leite”, avalia a
amiga.
Para o médico José Ricardo Paciência Rodrigues, doutor em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia e professor da Faculdade de Medicina
da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu (SP), casos
iguais a esse são raros, uma vez que a maioria das mulheres sente
sintomas muito claros ao longo dos meses. Entre eles estão náuseas,
vômitos, sonolência, aumento no número de micções, desejo de comer
certos alimentos, além de hiperpigmenação da aréola e da pele.
“É difícil uma gravidez passar despercebida assim. Às vezes, do
ponto de vista psicológico, pode ser que algo tenha influenciado. Ela
pode ter manifestado algum sintoma sem mesmo perceber”, avalia
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