Segundo Zenteno, a decisão tomada pela empresa envolveu critérios meramente comerciais e não levou em conta críticas que afirmavam que a operadora estava violando o princípio de neutralidade da rede, pilar do Marco Civil da Internet, espécie de constituição da Web em fase de regulamentação no país.
A Claro não cobrava pelo acesso às redes sociais desde 2013, sendo remunerada por meio de compensações como publicidade nos sites.
O aumento gratuito da franquia inclui clientes dos segmentos pós e pré-pago e planos controle, no qual o usuário paga um preço fixo por mês, e tem validade até 30 de julho, mas pode ser prorrogado. No caso dos planos pós-pagos o prazo é indeterminado.
Toda a base de clientes pré-pagos e controle será automaticamente migrada para os novos planos, mas no caso do pós-pago o cliente terá de entrar em contato com a operadora para realizar a migração.
Além da Claro, a TIM Participações também oferece pacotes exclusivos para acesso ilimitado a determinados aplicativos, no caso o WhatsApp, do Facebook.
Corte da internet
As principais operadoras de telecomunicações brasileiras decidiram este ano cortar o acesso à Internet dos usuários que atingirem o fim da franquia de dados contratada e não mais apenas reduzir a velocidade como ocorria anteriormente.
Segundo Zenteno, essa decisão foi tomada porque os clientes estavam tendo a "percepção errada da qualidade do serviço quando o pacote terminava", já que a velocidade era dramaticamente reduzida após o fim da franquia.
Pensando nisso, a Claro decidiu ampliar as franquias sem custo adicional, de forma a “melhorar a experiência do usuário”, uma vez que a franquia demorará mais tempo para terminar, dependendo dos aplicativos acessados. "Vamos acelerar o crescimento no mercado, trazendo (para a Claro) novos clientes de outras operadoras”, disse o presidente da Claro.
Com isso, os planos de dados de 500MB, por exemplo, passarão a ser de 1GB; já o plano de 5GB, será de 7GB. Nos planos diários, o usuário terá um bônus de 5MB de dados para navegar como quiser. O corte da Internet após o fim da franquia tem sido criticado por órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.
Em fevereiro, o Procon-RJ informou ter entrado com uma ação civil pública contra Oi, TIM, Vivo e Claro, alegando "modificação unilateral em seus contratos de telefonia com Internet ilimitada", pelos quais a velocidade de acesso era apenas reduzida após a utilização da franquia de dados.
Do:180 Graus.com
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